Contabilidade para médicos é o serviço que decide quanto do seu honorário vira imposto. Em Belo Horizonte, um médico PJ pode pagar de 6% a mais de 20% sobre o mesmo faturamento, dependendo de três escolhas: o regime tributário (Simples Nacional ou Lucro Presumido), o fator R (a proporção entre pró-labore e receita) e, para quem tem clínica, a equiparação hospitalar. A L&F Gestão Contábil faz esse cálculo antes de abrir ou migrar o CNPJ e acompanha o fator R todo mês, para que a alíquota não suba sem você perceber.

Quanto um médico paga de imposto em 2026, por regime

Os números abaixo são as alíquotas de partida. O valor exato depende do faturamento acumulado em 12 meses e da folha, por isso o cálculo precisa ser feito caso a caso.

  • Simples Nacional, Anexo III: começa em 6% e vale quando o fator R é igual ou maior que 28%. É o cenário mais barato para a maioria dos médicos que faturam até R$ 20 mil por mês.
  • Simples Nacional, Anexo V: começa em 15,5% e é onde o médico cai automaticamente quando o fator R fica abaixo de 28%. Muita gente paga isso sem saber que poderia estar no Anexo III.
  • Lucro Presumido: a base de cálculo dos serviços médicos é 32% da receita. Somando IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, a carga federal fica em torno de 11,33%, mais o ISS de Belo Horizonte. Costuma compensar acima de R$ 25 a 30 mil por mês.
  • Lucro Presumido com equiparação hospitalar: para clínicas com estrutura (procedimentos, sala, equipamentos, alvará sanitário), a base cai de 32% para 8% no IRPJ e 12% na CSLL. A carga federal fica próxima de 5,9%, mais ISS. Exige requisitos legais que precisam ser comprovados.

O que é o fator R e por que ele muda tudo

O fator R é a divisão entre a folha de salários dos últimos 12 meses (incluindo o pró-labore e o INSS patronal) e a receita bruta do mesmo período. Se o resultado for 28% ou mais, o médico é tributado pelo Anexo III; se for menor, vai para o Anexo V. Na prática, um pró-labore bem dimensionado pode reduzir a alíquota de 15,5% para 6%. O erro mais comum é fixar o pró-labore em um salário mínimo, o que derruba o fator R e joga a empresa no anexo mais caro.

ISS em Belo Horizonte: a vantagem da sociedade de profissionais

A Prefeitura de Belo Horizonte permite que sociedades formadas só por médicos, sem caráter empresarial, recolham o ISS por valor fixo mensal por profissional, em vez de percentual sobre o faturamento. Em 2026 o valor é de R$ 278,80 por sócio para sociedades de até 5 profissionais (Lei Municipal 8.725/2003). Para uma clínica de dois médicos que fatura R$ 60 mil por mês, isso representa uma economia relevante em relação ao ISS proporcional. Nem toda sociedade se enquadra, e o pedido precisa ser feito corretamente na Fazenda municipal.

Erros que fazem o médico pagar imposto a mais

  • Abrir o CNPJ direto no Anexo V ou no Presumido sem simular o fator R.
  • Deixar o fator R cair abaixo de 28% em um mês de faturamento alto e só descobrir na apuração.
  • Aplicar equiparação hospitalar em consultório sem estrutura de clínica, o que gera autuação.
  • Receber plantões e convênios na conta pessoa física e misturar com a conta PJ.
  • Não separar o que é pró-labore do que é distribuição de lucros, pagando INSS sobre tudo ou nada.
  • Esquecer o DMED, a declaração anual de serviços médicos exigida pela Receita para quem atende pessoa física.

O que a L&F faz pelo médico em Belo Horizonte e Nova Lima

A L&F Gestão Contábil atende médicos e clínicas em Belo Horizonte e Nova Lima desde 2015, com escritório no bairro Sagrada Família. O trabalho começa com uma simulação dos três regimes usando o seu faturamento real, e segue com abertura ou migração do CNPJ, enquadramento na sociedade de profissionais quando possível, cálculo mensal do fator R, folha e pró-labore, apuração dos impostos, emissão de notas para convênios e hospitais, DMED e declaração de IRPF do médico. Atendimento direto pelo WhatsApp com o contador responsável (CRC/MG 107933).

📱 Quero simular meu imposto como médico PJ — falar no WhatsApp

Veja também

Contabilidade para clínicas médicas em BH

Quanto custa abrir uma empresa em Belo Horizonte em 2026

Perguntas frequentes

Médico pode ser MEI?

Não. Medicina é profissão regulamentada e não está na lista de ocupações do MEI. O caminho é abrir uma empresa (geralmente Sociedade Limitada Unipessoal) no Simples Nacional ou no Lucro Presumido.

A partir de qual faturamento vale a pena virar PJ?

Em geral, a partir de R$ 8 a 10 mil por mês a PJ já paga menos que o carnê-leão da pessoa física, que chega a 27,5%. Abaixo disso depende dos custos fixos; a simulação mostra o ponto de virada.

Preciso ter clínica para usar a equiparação hospitalar?

Sim. A equiparação exige que a empresa preste serviços hospitalares ou de apoio diagnóstico com estrutura própria, seja sociedade empresária e cumpra as normas da Anvisa. Consultório de consultas simples não se enquadra.

Como é a contabilidade para médicos que fazem plantão em vários hospitais?

A PJ emite nota para cada hospital ou cooperativa, e a receita entra no fator R. O cuidado é manter o pró-labore proporcional e separar a receita de convênios, que pode ter retenções na fonte.