Split payment é o mecanismo que vai separar automaticamente o valor do IBS e da CBS assim que um pagamento eletrônico (Pix, cartão ou transferência) é recebido, mandando essa parte direto para o governo antes mesmo de cair na conta da empresa. Em 2026 ele ainda está em fase de teste, opcional e vale só entre empresas (B2B); a entrada em vigor mais ampla está prevista para 2027. O maior impacto é no fluxo de caixa: o dinheiro do imposto, que hoje fica disponível até a data de pagamento do tributo, deixa de passar pela conta da empresa.

Como funciona na prática

  • O IBS e a CBS são retidos automaticamente no momento da liquidação da venda, só em pagamentos eletrônicos — dinheiro em espécie não entra nessa regra
  • Em 2026: fase de testes, com alíquota reduzida (0,9% de CBS + 0,1% de IBS), aplicável só em transações entre empresas (B2B) e de forma opcional
  • O split payment em vigor pleno está previsto a partir de 2027, dentro do cronograma geral da Reforma Tributária
  • Diferença do modelo atual: hoje a empresa recebe o valor cheio da venda e paga o imposto depois, o que dá um respiro de caixa; com o split, o imposto já sai na hora do pagamento

Riscos que pegam empresas de surpresa

  • Não recalcular o fluxo de caixa achando que o valor do imposto vai continuar disponível até o vencimento
  • Negócios com prazo de recebimento mais longo (venda a prazo, contratos B2B) sentem mais o aperto, porque o imposto sai na hora do repasse eletrônico mesmo quando o cliente paga parcelado
  • Achar que já vale para tudo agora — em 2026 ainda é fase de teste e não muda a rotina da maioria das pequenas empresas, mas quem não se planeja com antecedência é pego de surpresa quando entrar em vigor
  • Não considerar o impacto no capital de giro: com menos caixa disponível no curto prazo, o planejamento financeiro precisa de ajuste

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Perguntas frequentes

Split payment já está valendo para minha empresa agora, em 2026?

Só em caráter de teste, com alíquota bem reduzida e apenas em transações eletrônicas entre empresas (B2B). Para a maioria dos pequenos negócios que vendem para o consumidor final, o impacto prático em 2026 ainda é pequeno — mas o cronograma da reforma prevê ampliação progressiva a partir de 2027.

Vendas em dinheiro também têm split payment?

Não. O mecanismo só funciona em pagamentos eletrônicos — Pix, cartão e transferência. Recebimentos em espécie continuam seguindo o recolhimento tradicional do imposto.

Isso vai me obrigar a mudar de maquininha ou sistema de pagamento?

A retenção deve ser feita pelas próprias instituições financeiras e arranjos de pagamento (bancos, adquirentes), então o processo tende a ser automático do lado da empresa. O que muda de verdade para o empresário é o planejamento financeiro — não a operação do dia a dia.